Colômbia e República Dominicana colaboram em matéria de energia
O projeto incidiu no desenvolvimento das áreas da geodesia, geodinâmica, prospeção de minérios metálicos e hidrocarbonetos, bem como na prevenção de catástrofes naturais.

A nível mundial, tornou-se essencial dispor de redes gravimétricas sólidas e atualizadas para compreender a dinâmica do planeta e garantir a precisão de serviços críticos baseados na geodesia.
O reforço institucional neste domínio é fundamental para que os países disponham de dados geoespaciais precisos e atualizados, indispensáveis para planear o território, gerir infraestruturas e reduzir riscos. O fortalecimento das estruturas institucionais responsáveis por estas matérias contribui para a manutenção e modernização dos quadros de referência geodésicos, para a garantia da interoperabilidade com as normas mundiais e para a fiabilidade da informação utilizada pelos diferentes setores. Tal traduz-se em decisões públicas mais acertadas, numa maior eficiência técnica e num impacto direto no desenvolvimento económico e na resiliência do país.
Através do projeto de CSS Bilateral: “Reforço das capacidades para o desenvolvimento da rede gravimétrica na República Dominicana”, a Colômbia apoia o seu parceiro ibero-americano na expansão do conhecimento geofísico das bacias terrestres com potencial para a exploração de hidrocarbonetos (Ministério da Energia e Minas da República Dominicana, 2024). Esta iniciativa foi aprovada no âmbito da VII reunião da Comissão Mista de Cooperação Técnica, Científica, Educativa e Cultural entre a Colômbia e a República Dominicana (2023-2025).
Além disso, a existência de uma Rede Gravimétrica Nacional permitirá ao país obter dados precisos e fidedignos para o desenvolvimento da engenharia, da segurança e da investigação científica. Concretamente, esta rede permite a prospeção física para a exploração de recursos naturais, a monitorização de fenómenos naturais e um aprofundamento dos conhecimentos de cartografia e topografia.

Este pedido de cooperação visa colmatar a atual necessidade do país caribenho de dispor de técnicos de geofísica com elevados conhecimentos de gravimetria, magnetometria e sísmica. Tal contribuirá para a atração de investimento estrangeiro e para um melhor conhecimento e aproveitamento dos seus recursos (petróleo, gás natural e outros combustíveis alternativos).
Por parte da Colômbia, a iniciativa contou com o acompanhamento técnico do Instituto Geográfico Agustín Codazzi (IGAC), reconhecido mundialmente pela sua experiência em cartografia, cadastro, geodesia e agrologia. Em 2024, uma missão do IGAC deslocou-se à República Dominicana para realizar um trabalho de campo com funcionários do Serviço Geológico Nacional daquele país sobre a densificação da sua rede gravimétrica. Além desta visita, foram realizadas reuniões virtuais de intercâmbio de conhecimentos e experiências em gravimetria, geodesia e cartografia destinadas a funcionários públicos, estudantes e membros da sociedade civil.
Acresce que, para a criação da Rede,“foram construídas e instaladas 50 estações gravimétricas disseminadas por todo o território nacional, com localizações centradas em zonas situadas dentro das diferentes bacias sedimentares do país, com potencial para a prospeção e exploração de hidrocarbonetos”.
No evento de conclusão do projeto, as autoridades dominicanas destacaram publicamente os progressos alcançados, apresentando os resultados do processo de instalação das estações gravimétricas e sublinhando a forma como estas ações contribuem para o reforço técnico e para a capacidade do país no domínio geocientífico. Para além de reforçar a cooperação bilateral entre os dois países, esta iniciativa permitiu à República Dominicana e à Colômbia avançar no estabelecimento de parcerias estratégicas que potenciam o conhecimento e contribuem para o desenvolvimento sustentável.
Fevereiro de 2026
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Fonte: SEGIB a partir de Agências e Direções Gerais de Cooperação e Ministério da Energia e Minas da República Dominicana (2024).
Fotografias: Ministério da Energia e Minas da República Dominicana, El Nuevo Diario e Nazmul ahsan Meraz em Unsplash